O nosso jeito de ver o mundo sustentável
É inegável que a questão da sustentabilidade ganhou enorme espaço na agenda de grandes empresas do mundo todo. E é desejável que assim seja — sobretudo diante do enorme poder de execução e de influência que o mundo dos negócios exerce. Concorde-se ou não, goste-se ou não, novas fontes de pressão estão surgindo, e é muito improvável que essas forças arrefeçam daqui para a frente. Não dá para dizer se o mundo de nossos filhos e netos será melhor ou pior do que este, mas ele certamente será diferente. E nossos filhos e netos serão profissionais, consumidores e cidadãos com demandas diferentes das nossas. Bombardeados por informações vindas de todos os lados, muito provavelmente eles formarão um mercado mais difícil de ser conquistado. Aos poucos, estamos vendo surgir uma nova economia, na qual se consome e se produz de forma diferente. É bom que estejamos preparados para ela.
É espantoso como os negócios são rápidos em suas iniciativas para tentar mostrar quanto estão adaptados à mão invisível do mercado. E é justamente aí que mora o perigo. Na época do boom da internet, todas as empresas — não importa o que fizessem — queriam ser vistas como uma ponto-com. Era moderno. Era sofisticado. Era sexy. Agora, todo mundo quer ser visto como sustentável. O mundo certamente será um lugar menos arriscado quando isso, de fato, acontecer. Mas, hoje, a missão de uma revista de negócios é separar fato e desejo. É tentar diferenciar o que faz sentido do que é apenas fumaça. É fugir da onda, do modismo. É o que EXAME vem tentando fazer desde o início desta década, quando o assunto sustentabilidade era pauta de um círculo reduzido de especialistas e entusiastas. Em 2000, com o lançamento do Guia de Boa Cidadania Corporativa — que neste ano passa a se chamar Guia de Sustentabilidade —, defendemos que essa não é uma questão de imagem ou de marketing, mas de coerência e disciplina na gestão. É também essa visão pragmática que procuramos imprimir no Estudo EXAME Sustentabilidade que publicamos nesta edição. Coordenado pela editora executiva Cristiane Correa e produzido pelas jornalistas Cristiane Mano e Ana Luiza Herzog, o trabalho mostra as oportunidades, os limites e os desafios de empresas do mundo todo rumo à meta inatingível que é a sustentabilidade plena.
É espantoso como os negócios são rápidos em suas iniciativas para tentar mostrar quanto estão adaptados à mão invisível do mercado. E é justamente aí que mora o perigo. Na época do boom da internet, todas as empresas — não importa o que fizessem — queriam ser vistas como uma ponto-com. Era moderno. Era sofisticado. Era sexy. Agora, todo mundo quer ser visto como sustentável. O mundo certamente será um lugar menos arriscado quando isso, de fato, acontecer. Mas, hoje, a missão de uma revista de negócios é separar fato e desejo. É tentar diferenciar o que faz sentido do que é apenas fumaça. É fugir da onda, do modismo. É o que EXAME vem tentando fazer desde o início desta década, quando o assunto sustentabilidade era pauta de um círculo reduzido de especialistas e entusiastas. Em 2000, com o lançamento do Guia de Boa Cidadania Corporativa — que neste ano passa a se chamar Guia de Sustentabilidade —, defendemos que essa não é uma questão de imagem ou de marketing, mas de coerência e disciplina na gestão. É também essa visão pragmática que procuramos imprimir no Estudo EXAME Sustentabilidade que publicamos nesta edição. Coordenado pela editora executiva Cristiane Correa e produzido pelas jornalistas Cristiane Mano e Ana Luiza Herzog, o trabalho mostra as oportunidades, os limites e os desafios de empresas do mundo todo rumo à meta inatingível que é a sustentabilidade plena.
Por Cláudia Vassalo
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