quinta-feira, 20 de outubro de 2011


10 espécies cuja população diminui porque a nossa aumenta

Um levantamento feito pelas Nações Unidas garante: antes do final desse ano, a população de seres humanos no planeta deve atingir a marca de 7 bilhões. Enquanto esse número ainda segue crescente, há certos habitantes do planeta fazendo o caminho contrário: a população de animais está decrescendo a níveis alarmantes.
O século XXI apresenta um novo panorama relacionado à extinção. Se os índices atuais forem mantidos, os cientistas calculam que 75% das espécies de hoje devem ser totalmente erradicadas do planeta nos próximos 300 a 2.000 anos. Conheça dez exemplos em que a diminuição populacional, e não o aumento, deve ameaçar a existência em um futuro perigosamente próximo.
10 – FURÃO DE PÉS NEGROS
Um mapa dos Estados Unidos que mostra as áreas onde vive esse pequeno mamífero norte-americano também mostra uma triste figura. As “manchas” de habitat do furão de pés negros (Mustela nigripes) praticamente sumiram. A trágica história desse mamífero começou nos anos 90, quando agricultores dos EUA se envolveram em um esforço nacional para combater o “cão de pradaria”, roedor que estraga plantações.
Isso foi um golpe duro à população de furões, que têm uma dieta 90% composta de cães de pradaria, e cujo habitat (campos de mata rasteira) foi reduzido a apenas 2% da área original. Em 1986, um levantamento americano apontou um número desesperador: havia apenas 18 furões espalhados pelo país inteiro. Desde então, um programa ambiental elevou essa população acima de mil, mas a espécie segue ameaçada.
9 – PEIXE-GATO-GIGANTE
O Rio Mekong, décimo mais volumoso do mundo, nasce em campos da província chinesa do Tibet e cruza seis países do sudeste asiático por 1.535 quilômetros. Em suas águas, está escondido um drama: a quase extinção do Pangasianodon gigas, nome científico para um peixe que chega a atingir três metros de comprimento e mais de 270 quilos.
Na última década, 90% da população original do peixe-gato-gigante simplesmente sumiram do mapa, de modo que restaram cerca de 300 indivíduos no planeta. A própria distribuição do peixe pelo rio dá uma noção do problema: antigamente, eles apareciam por toda a extensão do rio asiático. Agora, ocupam menos da metade desse espaço.
8 – VAQUITA
Você já falar da vaquita? Não se trata de um mamífero terrestre, como talvez você tenha imaginado, mas de uma espécie de boto. Notória pelo pequeno espaço no mundo que habita (apenas alguns quilômetros quadrados no Golfo da Califórnia, no México), a Phocoena sinusis é um dos animais aquáticos mais ameaçados do mundo.
Tal como várias espécies marinhas, a maior ameaça à vaquita eram as redes de pesca predatória, até recentemente. Em 2000, um levantamento do governo mexicano constatou que as redes de pesca matavam de 39 a 84 indivíduos da já reduzida espécie a cada ano. Diante do índice, o governo reduziu o número de redes em 80%, o que amenizou a situação. Mesmo assim, a poluição do mar segue como fator predominante para manter as vaquitas sob ameaça.
7 – LIBÉLULA ESMERALDA
Certos animais sob risco de extinção comovem a opinião pública, mas os insetos raramente se encaixam neste perfil. O panorama para eles, no entanto, é igualmente crítico: algumas espécies devem desaparecer da face da Terra em breve. Um inseto americano, a libélula esmeralda (Somatochlora hineana), apresenta um dos piores índices.
No caso de insetos, em geral, o que contribui para a destruição é a erradicação de ambientes úmidos próprios para o desenvolvimento das espécies. Quando há diminuição da área, a redução populacional é uma consequência direta.
6 – SALAMANDRA OZARK
Se você observar uma foto desse animal, já pode imaginar que é uma espécie exótica. A salamandra Ozark (Cryptobranchus alleganensis), que habita a América do Norte, apareceu apenas recentemente na lista de espécies em extinção. Há menos de 600 indivíduos atualmente, já que a população foi reduzida em 75% nas últimas décadas.
As principais ameaças à salamandra Ozark, que habita rios de alguns estados dos EUA, são não apenas a redução do ambiente em si, mas da qualidade dele. No caso, o fator mais prejudicial é a poluição da água.
5 – GAVIAL
O nome científico, Gavialis gangeticus, já dá uma ideia de onde este animal semelhante ao crocodilo habita: entre outros lugares, as águas do Rio Ganges, na Índia. Atualmente, no entanto, os cientistas poderiam trocar o nome científico do gavial, porque ele foi erradicado da Índia e de outros quatro países. Restam apenas cerca de 1.500 indivíduos da espécie.
A situação já era preocupante nos anos 90, quando a outrora grande população do gavial já estava abaixo dos dez mil. 98% dos lugares onde ele vivia não são mais aptos para sua sobrevivência.
4 – GIBÃO DE CRISTA NEGRA DE HAINAN
Vamos pelo princípio: você já viu um gibão? É um primata semelhante ao macaco. Há várias espécies, mas uma delas, em especial, está sob grave risco. É o Nomascus hainanus, que habita apenas a ilha de Hainan, na China.
Como estão restritos à ilha, é fácil fazer um levantamento populacional. E o número foi alarmante: antes de 1960, havia mais de 2.000 desses primatas, e hoje não há mais de treze indivíduos pela ilha inteira. No caso deles, a indústria primária foi o problema: com produção de borracha nas áreas rasteiras, os gibãos tiveram que migrar para o alto das árvores, onde a oferta de alimentos é menor.
3 – ‘AKIKIKI
A pequena ilha de Kaua’i, no Havaí, guarda um problema relacionado a uma classe animal ainda não tratada nesta lista: as aves. O pequeno pássaro ‘Akikiki habita exclusivamente a ilha, onde há menos de 1.500 indivíduos atualmente.
O problema das aves no Havaí é crítico: das 71 espécies catalogadas na região em 1778, 26 já deixaram de existir completamente, e outras 32 estão em situação semelhante à do ‘Akikiki. O modo como as espécies sumiram também é inusitado: alguns pássaros morreram em massa por contaminação de doenças passadas por insetos.
2 – DYSPIS BREVICAULLIS
Se você acompanha o problema de extinção não apenas nos animais, mas também em plantas, há também algo importante a se destacar. Uma espécie vegetal curiosa, que é uma pequena árvore cujas folhas parecem nascer do chão, tem sua população sensivelmente reduzida. Atualmente, é encontrada em apenas três pequenas regiões da ilha de Madagascar. A agricultura, nesse caso, é um fator que tem dizimado a espécie, não apenas pela redução de áreas nativas, mas por certos produtos químicos usados no solo.
1 – CORAL CHIFRE-DE-ALCE
Voltamos aos animais, mas essa espécie também não está entre as mais lembradas. Os recifes de Coral do Caribe, de forma geral, são “sustentados” pela espécie chifre-de-alce (Acropora Palmata), que sempre marcou presença constante na região. Com o nome dado em alusão aos seu formato, essa espécie era abundante até a década de 80. Desde então, a população foi reduzida em trágicos 95%, especialmente devido à uma doença altamente contagiosa no ambiente. [Life'sLittleMysteries]

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Oceano Ártico tem a segunda menor cobertura de gelo já registrada


As notícias sobre o derretimento de geleiras aperecem o tempo todo. E de acordo com o Centro Nacional de Neve e Gelo, a cobertura de gelo marinho espalhada pelo Oceano Ártico encolheu para o segundo nível mais baixo desde que um satélite começou a monitorar, em 1979.
As áreas do Ártico, que tem pelo menos 15% de gelo marinho, totalizaram 2,7 milhões de quilômetros quadrados, ligeiramente acima do recorde de baixa de 2,59 milhões de quilômetros quadrados registrados em 2007.
O que ainda deve ser determinado é se essa relatada cobertura do gelo marinho será a mais baixo do ano, já que os mínimos anuais são geralmente alcançados em meados de setembro.
De acordo com pesquisadores, a cobertura de gelo pode diminuir por conta de seu derreteretimento ou de ventos, ou de ambos. No entanto, algumas áreas, incluindo as mais próximas ao Pólo Norte, foram mostrando sinais de crescimento do gelo.
Provavelmente há um pouco das duas coisas acontecendo – derretimento e recongelamento.
Porém, uma outra instituição de pesquisa informou que a cobertura deste ano foi a mais baixa no registro. Um relatório divulgado pela Universidade de Bremen, na Alemanha, afirmou que a cobertura do gelo marinho ficou abaixo de 2007.
Independente da medida, o fato é que a cobertura de gelo do Ártico tem diminuído drasticamente nas últimas décadas. A cobertura medida pelo Centro Nacional foi apenas dois terços da cobertura média medida de 1979 a 2000.
Acredita-se que a redução do gelo do mar deve ter impactos em cascata sobre o clima no norte polar e latitudes ainda mais baixas. De acordo com algumas pesquisas, os moradores no sudoeste do Alasca já estão vivendo alguns desses efeitos.
O estudo examinou as observações de moradores mais velhos em duas aldeias da região. Eles relataram com detalhes mudanças drásticas ao longo dos anos na espessura do gelo do rio, um risco à segurança pública, pois sem estradas entre as aldeias os moradores precisam fazer viagens de inverno sobre o gelo do rio.
Os moradores também testemunharam mudanças para vários animais, particularmente para alces e castores, mudanças na vegetação e uma menor disponibilidade de troncos que costumavam ser empurrados por correntes poderosas de água de degelo da primavera. Com o gelo do rio reduzido, o degelo na primavera é menos poderoso do que era no passado.
Muitos estudos sobre as mudanças do clima estão sendo realizados em larga escala e há uma dose de incerteza a respeito de como as mudanças climáticas terão impacto em regiões específicas. Se o perigo é grande ou pequeno não se sabe, o fato é que é preciso ficar de olho. [Reuters]

quarta-feira, 29 de junho de 2011


Qual o seu papel no descarte correto de lixo eletrônico?

Lydia Cintra 29 de junho de 2011
Em agosto de 2010, o Governo Federal promulgou a Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Dentre outras coisas (como metas para o fim dos lixões a céu aberto e participação de cooperativas de catadores nos processos de coleta seletiva), a PNRS implementa a logística reversa, ou seja, o ‘caminho de volta pra casa’ que o lixo eletrônico deve fazer para  não ser despejado em qualquer lugar.
Isso muda – ou, pelo menos em tese, melhora – a forma como nós descartamos nossos restos tecnológicos, já que cada vez mais nossos aparelhos duram menos tempo. O computador vira artigo de museu, o celular fica ultrapassado, a bateria da filmadora não responde mais…  Porém, qualquer que seja o destino final, quem faz isso não é só você – fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes também entram na jogada.
consumidor fica com a parte de levar os objetos que não quer até um ponto de coleta, que normalmente são as próprias lojas que vendem os eletroeletrônicos, inclusive supermercados. Uma vez que você “devolve” o seu celular velho, por exemplo, é de responsabilidade da loja/distribuidor destinar o produto até o fabricante/ importador. E papel deste, por sua vez, cuidar do objeto dali pra frente.
A prioridade para este ano é começar a implantar a logística reversa para os setores deembalagens, lâmpadas eletroeletrônicos.  E todo mundo sai ganhando – inclusive você e aquela gaveta entulhada de coisas jurássicas (ou que você acha que são) que ninguém mais usa.

segunda-feira, 6 de junho de 2011


Dez filmes para você entender mais sobre meio ambiente

Lydia Cintra 6 de junho de 2011
Cinema é mais do que entretenimento, é também conhecimento. Para marcar a Semana Mundial do Meio Ambiente, apresentamos dez filmes sobre temas relacionados à sustentabilidade. Uma boa forma de comemorar (e fazer a sua parte) é conhecer mais sobre o planeta em que você vive. Lixo, desperdício, consumo, produção de alimentos, água e poluição são alguns dos assuntos que estão nesse TOP 10 do “cinema sustentável”. Se tiver sugestões para incrementar a seleção, não deixe de compartilhar!
1 – A Era da Estupidez [The Age of Stupid]

O filme se passa em 2055 e conta uma história que mistura elementos de ficção, animações ilustrativas e realidade. Em um grande arquivo isolado no Ártico está guardado todo o conhecimento produzido pela humanidade. O arquivista que conduz a narrativa do filme, interpretado por Pete Postlethwaite, questiona nossa capacidade de ação. Nos dias de hoje, a trama mostra histórias paralelas – e reais – sobre a indústria de combustíveis fósseis, desperdício, pobreza, crianças que convivem com as guerras no Oriente Médio e derretimento de geleiras.
Uma citação do filme: “Muitas ideias tentaram conquistar o mundo, mas só uma prosperou: o consumismo. Três mil propagandas nos bombardeiam diariamente dizendo que seremos mais felizes, mas atraentes.” [Dirigido por Franny Armstrong. 2009.  Trailer]
2 – A Enseada [The Cove]
Premiado em vários festivais de cinema pelo mundo e vencedor do Oscar 2010 como Melhor Documentário, o filme denuncia a matança de golfinhos na costa do Japão com imagens e dados que chocam. A maior parte é filmada na cidade de Taiji, onde a equipe enfrenta todos os tipos de perseguições e proibições para fazer imagens e coletar informações sobre o assunto. A estimativa é que 23 mil animais são mortos por ano no país. As autoridades japonesas sugerem que os golfinhos (que comem peixes) são responsáveis pelo declínio da pesca mundial e, portanto, a caça “é controle de pragas”.
Uma citação do filme: “O sorriso de um golfinho é a maior enganação da natureza. Cria a ilusão de que estão sempre felizes. Você tem que vê-los na natureza para compreender porque o cativeiro não funciona.” [Dirigido por Louie Psihoyos e Fisher Stevens. 2009. Trailer]
3 – Alimentos S.A [Food, Inc.]
“O tomate não é mais um tomate, é um conceito de tomate.” Essa é uma das muitas passagens do filme Food, Inc que tenta desconstruir a imagem que temos (ou que não temos) sobre os alimentos que consumimos. A cadeia de produção, as viagens que os alimentos fazem ao redor do mundo até chegar ao prato dos consumidores, as patentes de sementes, os alimentos transgênicos, o sistema alimentar industrial, as condições de trabalho nas fábricas e os mecanismos da indústria e de preços são alguns dos assuntos abordados no filme.
Uma citação do filme: “Queremos pagar o mínimo possível pelos nossos alimentos, mas não entendemos que isso tem um custo. (…) Comer bem ficou mais caro que comer mal. São necessárias políticas para que a cenoura fique mais barata que as batatas fritas.” [Dirigido por Robert Kenner. Trailer - em inglês]
4 – Wall-E
Ruídos eletrônicos são a principal linguagem dos personagens robôs dessa animação que quase não têm diálogos convencionais. Depois que a Terra ficou inabitável, os seres humanos passaram a viver em uma nave espacial e deixaram robôs fazendo o serviço de limpeza na Terra. Wall-E funciona com energia solar e tem como função principal recolher e compactar lixo. De forma lúdica, traz à tona a problemática da geração de resíduos em todos os cantos do planeta – e será que um dia, com tanto lixo, seres humanos não conseguirão mais viver aqui? O filme ganhou o Oscar 2009 como Melhor Animação.
Uma citação do filme: “O número de toxinas encontradas tornou a vida na Terra impossível de se sustentar”. [Dirigido por Andrew Stanton. 2008. Trailer]
5 – A História das Coisas [The Story of Stuff]
A História das Coisas já foi visto por mais de 7 milhões de pessoas, em 200 países. O projeto é resultado de mais de 10 anos de pesquisa sobre sistemas de produção de bens de consumo feita pela ativista ambiental Annie Leonard. Ela viajou por cerca de 40 países para entender a nossa lógica de consumo, que vai desde a extração de matérias-primas até o descarte. Annie se disse motivada a entender “um sistema baseado na destruição dos recursos naturais e na geração de lixo” e, no vídeo, passa as informações de forma bastante didática. A História das Coisas dura pouco mais de 20 minutos e está disponível na internet.
Uma citação do filme: “Estamos estragando este lugar tão rapidamente, que estamos deteriorando a própria capacidade do planeta de ter gente morando aqui.”
6 – Lixo Extraordinário
O trabalho de Vik Muniz, artista plástico brasileiro que vive nos EUA, chegou a Jardim Gramacho, um dos maiores aterros de lixo do mundo, localizado no Rio de Janeiro. A ideia era conhecer a realidade em que viviam os catadores do lugar e mostrar como o elemento básico com o qual trabalham todos os dias – o lixo – pode se transformar em arte. O interessante do projeto é que a renda acumulada com a venda de obras produzidas no local foi revertida para a própria comunidade de catadores, o que mudou a vida de muita gente. O filme expõe os impactos sociais e ambientais dos desperdícios gerados diariamente em toda a sociedade. Foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2010.
Uma citação do filme: “É tanto excesso que a coisa se transforma até em arte.” [Dirigido por João Jardim, Lucy Walker e Karen Harley. Trailer]
7 – Flow
Vencedor de diversos prêmios, Flow foi apresentado na ONU como parte do 60º Aniversário da Declaração dos Direitos Humanos. O filme mostra todos os problemas originados na sociedade a partir da perspectiva do consumo de água, elemento básico para a vida humana. O documentário deixa claro que o problema de abastecimento e a lógica desse mercado não são problemas distantes: estão acontecendo agora em todo o mundo. A pergunta que o filme não cala é: Quem é o dono da água? Quem tem poder sobre ela?
Uma citação do filme: “Água é um recurso natural, é um recurso comum. Não é uma propriedade.” [Dirigido por Irena Salina, 2008. Trailer - em inglês]
8 – Mataram Irmã Dorothy

O documentário, lançado em 2007, é mais do que atual. Mostra o desafio de se colocar em prática projetos de desenvolvimento sustentável na região da Amazônia. Como pano de fundo, é explorada a morte da missionária norte-americana Dorothy Mae Stang, que escolheu viver no Pará para ajudar a colocar em prática o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) na região. Criado em 1999, ele divide terras públicas ou desapropriadas em lotes destinados a comunidades e incentiva a produção auto-sustentável. Um dos objetivos é dar condições de trabalho e moradia às famílias, sem que, para isso, seja necessário o estímulo ao uso inconsequente da terra.
Uma citação do filme: “Como podemos chamar a atenção para o que está acontecendo, para que as pessoas tenham a chance de viver e aproveitar as belezas da magnitude da floresta?” [Dirigido por Daniel Junge. Trailer]
9 – Home

O documentário é inteiro filmado “de cima”. As impagáveis vistas aéreas dialogam com os mais variados assuntos relacionados ao “lar” onde vivemos: a evolução dos seres humanos na escala de tempo geológica, a industrialização, a agricultura (citada no filme como a nossa primeira grande revolução), a descoberta do petróleo, as extrações de minerais, a troca de produtos entre países, os hábitos de consumo criados ao longo do tempo e os impactos que estamos vivendo com tudo isso. É um resumo da civilização humana que reúne informações como a de que, desde 1950, alteramos mais a terra do que em 200 mil anos da nossa história. O documentário foi lançado em 2009.
Uma citação do filme: “O nosso ecossistema não tem fronteiras. Onde quer que estejamos, as nossas ações terão repercussões.” [Dirigido por Yann Arthus-Bertrand. Trailer]
10 – Uma Verdade Inconveniente
O documentário idealizado pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore fez tanto sucesso que ganhou o Oscar de Melhor Documentário em 2007. Muito embora alguns cientistas discordem sobre as reais causas do aquecimento global, o filme traz uma análise da atual situação do clima na Terra com números importantes e algumas constatações “inconvenientes”. Al Gore propõe um olhar mais preocupado ao que está acontecendo em relação às mudanças climáticas.
Uma citação do fime: “Nossa habilidade para viver no planeta Terra para ter um futuro como civilização é um problema moral.” [Dirigido por Davis Guggenheim. Trailer]
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