quinta-feira, 26 de maio de 2011


Catracas do metrô podem produzir energia limpa

Débora Spitzcovsky 25 de maio de 2011

Foto: Fernando Moraes
Cerca de 2.56 milhões de pessoas passaram, diariamente, pelas catracas do metrô paulistano em 2010, segundo dados da prefeitura da cidade. Já pensou se toda essa movimentação pudesse ser transformada em energia elétrica?
Essa é a ideia de três alunos de Administração da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial, de São Paulo: juntos, Renato Góis FigueiredoLucas Rodrigues Lamas e Tatiana da Silvadesenvolveram um projeto que prevê a instalação de geradores elétricos nas catracas das estações de metrô e trem, para garantir que a energia cinética – ou seja, de movimento – produzida pelo giro das catracas seja reaproveitada e convertida em eletricidade.
Os estudantes focaram o projeto nas catracas do transporte coletivo, mas a ideia pode ser aplicada em muitos outros lugares: por exemplo, na entrada dos estádios – imagine quanta energia limpa poderia ser produzida em dia de clássico ou de shows internacionais! – ou nas portas giratórias dos bancos, que seguem o mesmo princípio das catracas. Você consegue pensar em algum outro lugar onde a técnica pode ser aplicada?
O projeto dos brasileiros venceu, em 2010, o concurso EDP University Challenge, que premia as melhores iniciativas, pensadas por universitários, para a produção de energia elétrica e, agora, os estudantes estão aprimorando o projeto, com o auxílio de uma bolsa de estudos. Já pensou se a ideia pegar?
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Facebook ganha versão sustentável do Farmville

Débora Spitzcovsky 23 de maio de 2011
Farmville, aplicativo do Facebook em que o usuário é responsável pelo gerenciamento de uma fazenda, ganhou uma versão ecológica: é o Cenários Futuros – Reescrevendo o Amanhã*, em que o internauta deve recuperar uma APP – Área de Preservação Permanente degradada.
O aplicativo funciona nos mesmos moldes do Farmville: o usuário escolhe o que quer plantar no terreno – há vários tipos de árvores para escolher, mas todas, claro, são nativas do bioma onde está localizada a APP – e espera a planta gerar um subproduto (pode ser um fruto, uma muda ou novas sementes), que pode ser doado a um amigo, replantado ou, ainda, comercializado, utilizando a moeda do jogo: a green coin.
Conforme a floresta da APP vai se desenvolvendo, o usuário muda de nível e animais e outras formas de vida vão surgindo na região, espontaneamente – ao contrário do Farmville, em que é preciso comprar os bichos –, transformando-a em um ecossistema com biodiversidadenovamente equilibrada.   
A ideia do jogo, criado pela OSCIP Cenários Futuros*, é mostrar aos internautas, de forma divertida, a importância da restauração das APPs degradadas, como prevê o atual Código Florestal – e, assim, mobilizar mais pessoas contra a reforma, proposta pelo deputado Aldo Rebelo, que está sendo votada em Brasília e, entre outras mudanças, prevê a redução das APPs. (Saiba mais em: Código Florestal pode gerar apagão hídrico e elétrico)
O aplicativo será lançado, oficialmente, no início de junho, na feira Eco Business, mas já está disponível aqui.
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